Síndrome de burnout um desafio que vai do escritório ao campo: estudo de caso comparativo entre atividades internas e externas

Resumo

O presente estudo teve como objetivo analisar os sintomas e fatores associados à Síndrome de Burnout entre colaboradores que atuam em ambientes internos (administrativos) e externos (a campo) em uma Cooperativa do Oeste Catarinense. A Síndrome de Burnout, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2019 como um fenômeno ocupacional incluído na CID-11, caracteriza-se pelo esgotamento físico e emocional decorrente do estresse crônico no trabalho. A pesquisa foi desenvolvida como um estudo de caso, de natureza aplicada, com abordagem quantitativa e caráter descritivo, utilizando o método survey. A amostra, composta por 30 colaboradores, respondeu a um questionário baseado nas três dimensões do Burnout: exaustão emocional, despersonalização e baixa realização profissional. Os resultados evidenciaram que, embora não haja casos de Burnout instalado, há indícios de exaustão emocional moderada, especialmente entre os profissionais do setor administrativo. Observou-se, contudo, que os trabalhadores externos (a campo), apresentaram maiores níveis de realização profissional e melhor suporte social, fatores protetores contra o desenvolvimento da síndrome. A pesquisa reforça a importância de estratégias organizacionais voltadas à promoção da saúde mental, à valorização profissional e ao fortalecimento das relações interpessoais. Conclui-se que a gestão humanizada e o equilíbrio entre demandas e recursos são essenciais para a prevenção do Burnout e para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.

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Palavras-chave

Síndrome de burnout, Saúde mental no trabalho, Gestão de pessoas

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